6 tendências de marketing que não devem ser ignoradas em 2026

Olá, sou Kristina Viter, Gerente de Mídias Sociais da YouScan 👋No último trimestre, nossa equipe participou da DMWF London, uma das maiores conferências de marketing da Europa, que reúne profissionais de marketing e palestrantes de empresas como LinkedIn, PepsiCo, Unilever, entre outras.
Já que guardar todos os insights para nós mesmos seria um pouco de falta de educação, decidimos dividi-los com vocês, colegas da área.
Spoiler: o compartilhamento de conhecimentos foi uma das tendências mais faladas deste ano.
Este é um rápido resumo do que pode ser útil se você trabalha com marketing, SEO, mídias sociais ou criadores.


Quais são as tendências no marketing?
Tudo está conectado
Esta ideia apareceu em muitas sessões, até quando não era o tema principal: uma colaboração melhor dentro das equipes e entre elas.
Talvez seja um sinal de que, embora todos trabalhemos para atingir um mesmo objetivo, às vezes acabamos nos distanciando. Ou talvez, na era da IA, haja uma necessidade de um pouco mais de conexão humana no trabalho. Seja o que for, a lição é muito clara: precisamos melhorar a forma como explicamos o que fazemos, nosso entendimento do que nossos colegas fazem e reforçar a importância do trabalho conjunto ao longo de toda a jornada do cliente.
A velocidade nunca foi tão valorizada pelas empresas como agora. E quando as equipes realmente compreendem o trabalho de cada uma, fica muito mais fácil agir com mais rapidez, aumentar a produtividade e criar algo que funciona.
A jornada do cliente é de suma importância
Em um mundo onde novas plataformas de mídias sociais parecem surgir toda semana e cargos de marketing são criados com palavras que muita gente não consegue decifrar, os aspectos básicos ainda permanecem firmes:
O hype é efêmero. A análise fica.
Em vez de ir atrás de qualquer novidade do momento, é melhor acompanhar de perto o roteiro da jornada dos seus clientes e atualizá-la com base nas mudanças reais de comportamento, não em ferramentas virais, suposições ou momentos do tipo “também devemos entrar nessa onda”.
Os testes não perderam importância, é claro. Eles são essenciais. Mas o fluxo deve ficar mais perto disto:
Analise o roteiro → identifique as oportunidades → teste → atualize o roteiro → repita.
O SEO não morreu
SEO e GEO são bastante discutidos, e sim, surpresa: o SEO ainda está bem vivo. Emma-Jane Stogdon, Gerente de Conteúdo Orgânico da Wise, enfatizou isso bastante durante a discussão sobre SEO.
O que está mudando é a maneira como as pessoas descobrem as informações. Os LLMs agora fazem parte da jornada, o que quer dizer que o nosso conteúdo precisa funcionar ao mesmo tempo para os mecanismos de busca e para os sistemas de IA que resumem e citam fontes.
Então a pergunta de verdade é: estamos facilitando para que tanto pessoas como ferramentas de IA entendam o que fazemos? Porque, no final das contas, ainda estamos falando com os usuários, não com LLMs.
E sim, mais pessoas estão passando a usar LLMs para descoberta, mas ainda não é todo o mercado. Então, antes de entrar no modo de pânico de GEO, vale a pena voltar ao básico da jornada dos seus clientes: onde as pessoas descobrem sua marca, quais informações são necessárias nesse momento e se seu conteúdo realmente as ajuda a avançar.
É nas mídias sociais que as decisões acontecem
Estamos vendo uma mudança total na forma como as pessoas obtêm informações. YouTube, Instagram, Facebook, TikTok, etc. Essas não são mais só plataformas de mídias sociais. Elas são plataformas de busca, avaliações, comunidade e compras em um só lugar.
Esse assunto também foi comentado na sessão com Calvin Anderson, SVP Global de Direct-to-Consumer na SharkNinja.
Uma estatística que chamou a minha atenção: 70% da geração Z faz descobertas apenas pelo TikTok.


E com o limiar de atenção ficando cada vez menor, a decisão geralmente ocorre na hora. As pessoas nem sempre têm o tempo, ou sinceramente, o desejo de retornar a algo mais tarde.
Então sim, as marcas estão competindo pela atenção. Mas isso não se limita a outras marcas. Elas estão competindo com criadores, memes, comentários e tudo o que está acontecendo no feed.
Isso significa que você precisa estar onde o seu público está e aparecer de forma realmente adequada.
A economia dos criadores está em alta
Essa discussão pareceu se tratar menos de marketing de influenciadores e mais de criar um ecossistema apropriado em torno dos criadores. E isso veio de algumas vozes incríveis da área, como Rachel Porter, da Ogilvy, Sylvia Brendel, da ITV, e James Wallis, do NatWest Group.
Porque se você ainda acha que os criadores são apenas um posicionamento de mídia, vai se desapontar. Os melhores têm uma proximidade com suas comunidades em um nível que as marcas geralmente não atingem. Eles conhecem as piadas, o timing e o que faz um conteúdo ter sucesso.
Mas isso também significa que as marcas precisam ir além de só abrir uma ferramenta e escolher um perfil. Você ainda precisa rolar a tela, acompanhar como as conversas estão acontecendo e entender se aquele criador realmente é bom para sua marca.
Isso é parte do motivo pelo qual desenvolvemos o Tiger Finder. É uma ferramenta de descoberta de criadores do TikTok que entrega resultados 10 vezes melhores que um fluxo de trabalho tradicional. Em vez de filtrar por número de seguidores ou palavras-chave na bio, ela analisa o que os criadores realmente mostram nos vídeos.
Então, se você vende produtos de skincare, vai encontrar pessoas que realmente usam produtos desse tipo na frente da câmera, não todo mundo que digitou “beleza” na bio.
Outra questão importante é que os criadores não estão mais desesperados para trabalhar com as marcas, então o fator “dinheiro” sozinho não é o bastante. Você precisa entender qual é o valor que você pode oferecer também, seja liberdade criativa, colaboração duradoura ou acesso.
Conclusão: quais são as principais tendências de marketing em 2026?
Talvez seja apenas eu, ou talvez essa seja realmente a direção que tudo está tomando, mas o marketing parece estar se voltando mais para a conexão.
E não, não estou dizendo que não houve conversas sobre IA, automação ou conteúdo em vídeo. Vimos muitas.
Mas enquanto as tendências vêm e vão, entender os usuários e encontrar maneiras de se aproximar deles ainda parece ser o que nos mantêm com o pé no chão.
Acho que esse foi o aprendizado que tive na DMWF: não vá atrás de qualquer coisa só porque é novidade. Entenda o que realmente importa para seu público e se baseie nisso.
Obs: E se “entender seu público” parece mais fácil do que realmente é, a YouScan existe exatamente para isso. É uma plataforma de escuta social que ajuda você a ver o que as pessoas estão falando sobre a sua marca, seus concorrentes e sua categoria nas mídias sociais. Se você se identificou com o que foi comentado nesse texto, vale a pena checar. 👇



.png)

