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Quando a nostalgia vira uma estratégia: como a YouScan mediu o impacto da campanha de 38 milhões de visualizações do Canva e da mField

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Jade Becerra Arita

Jade Becerra Arita

Marketing Manager

Publicado originalmente 21 April 2026

Há algo mágico em pegar a nostalgia… e transformá-la em uma marca.

Não de forma metafórica. Literalmente.

Porque sejamos honestos: a maioria das campanhas tenta pegar a atenção emprestada. Mas esta aqui? Ela criou um universo inteiro no qual as pessoas querem brincar.

Quando “apenas mais uma campanha” não é suficiente

Tudo começou com um problema que está se tornando… terrivelmente familiar.

Você faz uma campanha de sucesso (nesse caso, a Gracyovos + Canva, que arrebentou), e de repente, o nível fica bem mais alto. As expectativas mudam. O público fica mais seletivo. E repetir a mesma fórmula? É o caminho mais rápido para virar só um ruído de fundo.

Por isso, a pergunta não era “o que funcionou antes?”

Era mais tipo… “como podemos fazer algo que as pessoas não conseguirão ignorar?”

De influenciadores… a criadores de marca

O insight era simples, mas genial.

Em vez de pedir aos influenciadores para promover uma marca, por que não fazer com que eles se tornem a marca?

Não de uma forma vaga do tipo “marca pessoal”, fictícia, exagerada e baseada em uma narrativa.

Pense em:

  • Momentos de suas vidas

  • Símbolos que já são adorados pelo público

  • Piadas internas, nostalgia e traços peculiares de personalidade

Tudo isso acabou virando conceitos reais de marca. E sim… o Canva foi o playground onde tudo se tornou realidade.

A Xuxa entra em cena (e todo um país solta um gritinho coletivo)

Agora é quando as coisas começam a ficar interessantes.

Porque alguém disse: “E se não nos limitarmos a algo enorme e fizermos algo icônico?”

E, de repente, a Xuxa entra na conversa.

Se você cresceu no Brasil, não apenas sabe quem é a Xuxa; você a vivenciou. Ela não é uma celebridade, é uma memória cultural.

No passado, o programa da Xuxa não era só mais um qualquer. Ela tinha um universo inteiro para as crianças.

“Xuxa para baixinhos” foi uma franquia infantil enorme, que incluía música, vídeos e uma linha completa de produtos como brinquedos, materiais escolares e até shampoo e pasta de dente.

Então, para toda uma geração no Brasil, crescer com a Xuxa não era somente assistir o programa, mas significava também usar os produtos ligados à marca dela. 

Agora, anos depois, esse público chegou à idade adulta, e a campanha brinca exatamente com essa ideia, reimaginando a Xuxa para eles: e se ela voltasse, dessa vez com produtos criados para adultos?

Xuxa_commentXuxa_comment

Transformar a história dela em uma marca fictícia deixa de ser algo apenas criativo para entrar no território emocional.

E é exatamente por isso que funcionou.

O tipo de campanha que as pessoas não ignoram

Isso atraiu as pessoas.

Porque em vez de dizer “olhe para este produto”, ela dizia:

“Ei, você se lembra dessa sensação? Agora imagine isso como uma marca.”

Desta vez, no lugar de brinquedos, “Xuxa só para adultinhos” trouxe coisas como chá com glitter para o stress, papéis de divórcio com cheirinho de morango, uma air fryer e um chuveiro para a rotina, e até um plano de saúde, cada um refletindo necessidades e dificuldades reais de um adulto.

E, repentinamente, as pessoas estavam assistindo E interagindo, comentando e compartilhando suas próprias memórias.

Dá quase para ver o algoritmo sorrindo.

Os resultados (ou: quando os números falam por si mesmos)

  • Mais de 2 milhões de engajamentos

  • Mais de 38 milhões de visualizações

Os resultados_Xuxa campaignOs resultados_Xuxa campaign

Nada mal para algo que tecnicamente… nem existiu. Mas essa é a ideia.

Qual foi o envolvimento da YouScan?

Esta é a parte que geralmente é subestimada.

Campanhas como essa fazem muito barulho. Reações, conversas, memes, interpretações inesperadas… a Internet inteira fazendo o que sabe fazer.

E dentro de todo esse caos?

Tem ouro.

Com a YouScan, a mField foi capaz de ir além das métricas mais superficiais e realmente entender:

  • Com quais elementos as pessoas criaram uma conexão emocional

  • Quais personagens, símbolos ou momentos geraram mais conversas

  • Como a nostalgia influenciou o engajamento (spoiler: bastante)

  • Que tipos de público estavam falando espontaneamente

Porque às vezes os insights mais valiosos não estão no briefing da campanha…estão escondidos na seção de comentários às duas da manhã.

A principal conclusão (e por que ela importa)

Essa campanha funcionou porque não tratou as pessoas como um público, mas sim como participantes.

Ela deu algo que essas pessoas pudessem reconhecer, ao qual reagir e, honestamente, sentir um pouco de nostalgia.

E talvez essa seja a mudança que estamos vendo:

👉 Da publicidade → ao storytelling

👉 Dos influenciadores → para criadores de mundos

👉 Das campanhas → para experiências que fazem as pessoas quererem participar

E se você está se perguntando se as marcas fictícias são só uma tendência passageira… Bem…Quando algo que não existe recebe 38 milhões de visualizações, pode ser mais real do que a maioria das campanhas que estão por aí.

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